Agência Internacional AhlulBayt (A.S.) – ABNA: A revolta do Imam Hussain (a.s.) em Karbala não é apenas um evento histórico, mas uma equação eterna que ensinou a todos os homens livres do mundo como o sangue pode triunfar sobre a espada da tirania. Sua saída de Meca, abandonando os rituais da peregrinação no dia do Eid al-Adha, foi um cálculo profundo e consciente. Ele não quis que seu sangue fosse derramado ao lado da Kaaba pelas mãos dos piores homens e depois esquecido. Quis que esse sangue se tornasse uma onda que atravessasse toda a história, fazendo ecoar para sempre o chamado: “Há alguém que me socorra?”
Hoje, na era contemporânea, esse significado encontrou nova manifestação na liderança sábia e corajosa do Aiatolá Khamenei. Ele também viveu com a mesma lógica de Hussain, de forma consciente e calculada. No momento em que, diante dos olhos do mundo, no mês de Ramadan do ano 1447 da Hégira, seu sangue puro foi derramado, esse sangue não foi em vão; tornou-se uma corrente de luz que uniu corações em todo o mundo.
Esse acontecimento, assim como a saída do Imam Hussain de Meca, foi um “cálculo histórico”; um cálculo que demonstrou que o sangue dos homens de Deus jamais fica sem resposta.
E agora, os frutos desse cálculo podem ser vistos em todo o mundo: uma comunidade que o tinha como líder e guia, hoje, do Oriente ao Ocidente, saiu às ruas carregando sua imagem. A bandeira tricolor do Irã, marcada pelo nome sagrado de “Allah”, foi erguida sobre grandes multidões em diferentes países.
Essas cenas transmitem uma mensagem clara: “Jamais aceitaremos a humilhação.”
Sim, o sangue do Imam Hussain ao longo da história garantiu a sobrevivência do Islã, e o sangue de seus verdadeiros seguidores continua sendo a garantia do despertar dos oprimidos e dos livres no mundo.
Hoje, a comunidade que segue o caminho de Hussain e a herança do Imam Khomeini, em luto por Seyyed Ali, demonstra ao mundo, com uma unidade impressionante, que a lembrança e o sacrifício são forças que mantêm viva a causa da justiça.
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